No dia 13 de Outubro de 1989, no Estádio Comendador Manuel de Oliveira Violas, baptizado em honra do grande industrial do têxtil, que se dedicou depois ao negócio dos casinos, Vítor Paneira saiu do relvado agarrado à coxa esquerda. Passavam 76 minutos e foi substituído por António Pacheco, que jogou os últimos minutos colado ao lado direito, coisa que não gostava muito, mas o sueco é que mandava. Coxeando a caminho do balneário do Sporting Clube de Espinho Paneira foi abordado por um repórter de rádio. “Então Vítor, é grave?”. “Não sei, só depois dos exames, mas agora o que me apetece é ir para o pé da minha mulher e dos meus filhos”. “E mais alguma coisa?”, “Sim, gostava de ouvir a Cecilia Bartoli”.
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