Nápoles/Odemira

Enzo di Domenico, distante primo italiano, lançou Si, Annamaria em 1981. Actor, cantor e compositor de Salerno ficou conhecido pela presença regular no famoso Festival di Napoli, que decorreu entre 1952 e 2004 e onde brilharam, entre outros, Nilla Pizzi, Memo Remigi, Tony Astarita, Ombretta Colli, Roberto Baggio, Enzo del Forno e Anna Identici. Enzo di Domenico nunca ganhou o Festival de Napoli e em 1981 Si, Annamaria perdeu para a canção A Mama de Mario da Vinci, um dramalhão pungente e sentido sobre o amor à mãe, tema que cai sempre bem em júris mediterrânicos. Cantadas em napolitano todas estas canções proporcionariam alguma prosa sobre a constituição da moderna Itália, mas talvez não agora. A canção popular napolitana, cuja origem remontará ao século XIII, foi cantada por tenores como Caruso, Domingo e Pavarotti (o sole mio, lá está).  O alentejano Trio Odemira, que já no fim dos anos cinquenta fazia digressões por África, chegando mesmo a passar pelo Congo Belga, também pegou no êxito de di Domenico. Os sintetizadores dos anos oitenta ofereceram a Maldita tu, Ana Maria um ritmo cadenciado e em crescendo que faz os encantos de alguns djs pós-modernos. E a coisa resulta.

 

 

 

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