É como queijo numa ratoeira

A farsa do voto útil é repetida a cada eleição, oferecendo com intervalos de tempo mais ou menos regulares as diversas formas de chantagear que caracterizam a luta pelo poder. Não há eleição em que os militantes do Partido Socialista não repitam a rábula do «votar à esquerda do PS é fazer é um frete à direita». Deve ser por isso que este ano a Juventude Socialista, que conserva o ímpeto do socialismo democrático e a irreverência que é própria da juventude, decidiu proclamar aos quatro ventos que «ia pela esquerda»: «Vamos pela Esquerda – Uma Agenda Jovem» é o nome do documento que, dizem eles, «se pretende constituir como agenda progressista dos jovens socialistas para a próxima legislatura».

A política eleitoral é uma questão de tácticas e estratégias, de dribles e simulações, e não dispensa os seus pregões. Neles persiste o cheiro a mofo das proclamações vazias. Mais facilmente os eleitores interpretam o «Vamos pela Esquerda» como uma proposta de alteração do sentido da circulação automóvel do que com um programa político. Já não precisam de prometer «muito pão e vinho/ quando abre a caça eleitoral», como dizia a Lena d’ Água em «Demagogia», basta-lhes uma caricatura.

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